Motorista do HPS 28 de Agosto e empresários são presos por desvio de medicamentos e produtos hospitalares no Amazonas
redacao 1 de maio de 2024 0 COMMENTS
A Polícia Civil do Amazonas prendeu João Luiz de Paula Monteiro, de 51 anos, conhecido como “Jango”, por suspeita de desviar medicamentos e produtos hospitalares do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Outros dois envolvidos, os empresários Antônio Lúcio Castro Sena, 54, e Cristiano Valente Maia, 47, também foram detidos na operação denominada “Corsário”.
O Delegado Cicero Tulio, titular do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que coordenou a operação, explicou durante coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (1) que as investigações começaram há cerca de um mês, após denúncias sobre desvios de medicamentos e insumos hospitalares em grande escala. Com a ajuda de equipamentos de monitoramento eletrônico e ações de vigilância na região onde a ambulância do hospital operava, a polícia conseguiu rastrear a movimentação suspeita e confirmar a operação ilegal de desvio de medicamentos.
“Nós observamos um padrão de comportamento que indicava que um motorista de uma unidade hospitalar estava desviando medicamentos e instrumentos médicos para revenda clandestina com a ajuda de terceiros”, disse Tulio. Durante a investigação, a polícia apreendeu aproximadamente uma tonelada e meia de medicamentos e insumos usados nos hospitais, evidência que reforçou a suspeita de um esquema criminoso bem organizado.
A investigação atingiu seu clímax quando a equipe policial, durante um trabalho de campana, flagrou um veículo chegando ao local onde a ambulância do hospital tinha acabado de deixar medicamentos. Ao investigar a propriedade do veículo, a polícia descobriu que o dono havia sido condenado no mês passado a 11 anos e 8 meses de prisão por crimes semelhantes. Com base nessa informação, os policiais acompanharam o motorista suspeito enquanto ele fazia várias viagens para recolher materiais na casa de João Luiz e depois os entregava para uma empresa que, segundo a polícia, seria a receptora dos produtos desviados.A relação entre os suspeitos foi esclarecida pelo delegado durante a coletiva de imprensa. João Luiz era o responsável por desviar os materiais do hospital, enquanto Antônio Lúcio Castro Sena intermediava a venda dos produtos, apesar de já ter uma condenação prévia. Cristiano Valente Maia seria o empresário responsável por receber e distribuir os produtos desviados. Segundo a polícia, Cristiano alegou que aguardava a emissão das notas fiscais para legitimar a compra, mas as evidências obtidas na investigação contradizem sua defesa.“Haveria o motorista da unidade de saúde do estado, João Luís, que seria responsável por desviar os materiais, o Lúcio Sena que seria o intermediador em relação a venda desses materiais que haviam sido desviados, que tem em seu desfavor a condenação de 11 anos, e esse empresário seria o receptador daquele material. Ele alega que teria comprado o material e aguardaria a emissão das notas fiscais mas todo o conjunto probatório que foi coletado nas investigações são suficientes para atestar sua participação nesse evento criminoso”, explicou a autoridade policial.
O delegado Cicero Tulio destacou que a investigação ainda está em andamento e pode revelar outros envolvidos no esquema criminoso. “Ainda existem outras pessoas que estão conectadas ao esquema, e agora vamos focar nos desdobramentos das investigações para identificar todos os participantes”, concluiu.Os suspeitos responderão por organização criminosa, furto qualificado, peculato doloso e receptação qualificada.
Prejuízo
A titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Nayara Maksoud, também esteve na coletiva e disse que está sendo feito um levantamento para sabe qual o impacto desse crime para os cofres públicos do estado.“A equipe da Secretaria de Saúde já iniciou um trabalho em relação a descrição dos lotes que foram apreendidos, o quantitativo, o descritivo de cada medicamento e insumo para que a gente possa ter um valor real de quanto foi o impacto da apreensão realizada ontem. Mas ainda poderá ter desdobramentos que vão mostra qual é o real impacto disso na assistência do usuário. Os impactos tanto orçamentários quanto diretos na assistência ao paciente vão ser medidos de acordo com todo o levantamento que a equipe vem realizando”A operação foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), com o apoio da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
Fonte: AM POST
Foto: Divulgação







